Sim, no sentido médico atual
A OMS classifica a obesidade como uma doença crônica e recorrente. Isso não significa que toda pessoa com IMC elevado tenha exatamente o mesmo quadro clínico, mas reconhece que a obesidade envolve mecanismos biológicos e ambientais complexos e pode exigir cuidado de longo prazo.
Doença não significa culpa
Reconhecer a obesidade como doença ajuda a separar o cuidado clínico de julgamentos morais. Genética, neurobiologia, ambiente alimentar, medicamentos, sono, atividade física e fatores sociais podem influenciar o peso e sua manutenção.
O que isso muda no tratamento?
O cuidado pode ser longitudinal. A avaliação considera complicações, objetivos clínicos, preferências, resposta às intervenções e segurança. Mudanças de estilo de vida são parte fundamental do cuidado; em pessoas selecionadas, farmacoterapia ou cirurgia podem ser consideradas.
Referências principais
World Health Organization. Obesity and overweight. 2025.